Factor Zero: embrião dos zines brazucas

O FZ foi o primeiro zine punk do Brasil. Suas três edições abriram caminho para outros zines que turbinaram a cena punk no início dos anos 80.

Perambulando entre os contatos e perfis de bandas no Instagram, me deparei com um que me chamou atenção: o próprio Factor Zero, editado por David Strongos, da banda punk paulista Anarcoólatras. A versão eletrônica deste que foi o precursor da cultura underground no Brasil, divulga e conta a história de um Punk Rock que mais influenciou e lançou sementes de uma imensidão de outros fanzines pelo país afora.

A partir da década de setenta do século XX o punk figurou como um movimento disseminador da contracultura em parcela dos jovens vindos das periferias urbanas. No meio dos fanzines (publicações de fã para fã) o punk formulou uma nova técnica de produção independente (“faça você mesmo!”) com uma linguagem sem conceituações estabelecidas. É através dos discursos nos punkzines das décadas de 1980 e 1990 que o artigo interpreta as contradições na ideologia do cotidiano; ou como o próprio punk entende: a sociedade caótica.

Recorremos aos fanzines bem como as fontes bibliográficas para compreendermos esses fragmentos sociais deixados cotidianamente. Contestadores desde sua origem, os fanzines iniciavam uma nova época com o surgimento do punk. A ousadia, a autogestão como forma de protesto e as novas maneiras de narrar as formas do cotidiano, tudo isso numa bricolagem desorganizada, caótica, seria uma nova maneira de fazer não mais imprensa alternativa, mas independente.

Veja mais em: https://factorzeroblog.wordpress.com/
https://www.marcadefantasia.com/revistas/imaginario/imaginario01-10/imaginario01/imaginario-1.pdf

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