Midnight Guest alinha heavy e modernidade em EP de estreia

Como uma ponte entre o presente e o passado, Midnight Guest sintoniza o heavy rock e occult rock dos anos 70 com um olhar moderno em seu EP de estreia. O projeto criado em 2020 pelo guitarrista Daniel Stunges se une ao vocal de Kjetil Landsgard, direto do Canadá, e aos músicos Tadeu Correa na bateria e Eduardo Oliveira no baixo. O álbum chega às plataformas de streaming acompanhado do clipe para a faixa “Hellfire (Do What Thou Wilt)”. A gênese de Midnight Guest vem da vontade de criar dentro do gênero do occult rock, popularizado por nomes como Black Sabbath e Ghost, mas que também tivesse uma atitude punk mesclada ao metal, como é o caso de Motörhead e Misfits. Essa sonoridade mais analógica guiou toda a produção.

“Gravamos com instrumentos que tivessem no mínimo 20 anos de fabricação e amplificadores valvulados. Enviei as mixagens para serem transferidas pra fita magnética de ¼” no estúdio Welcome to 1979 em Nashville, e pra masterizar escolhi o Arthur Joly que é um mestre do som analógico. É por causa dessa estética que além de lançar em streaming vamos também fazer uma tiragem limitada do EP em fita cassete colorida”, adianta Daniel.

O álbum de estreia de Midnight Guest chega às principais plataformas de streaming. A fita cassete terá versão física limitada a ser lançada em breve. 

As letras são baseadas, principalmente, em religião e ocultismo. O single “Hellfire (Do What Thou Wilt)” é inspirado na história dos Hellfire Clubs do século 18 e em “De Olhos Bem Fechados”, filme de Stanley Kubrick. A faixa-título busca capturar a atmosfera de algumas das Pinturas Negras de Francisco Goya, especialmente El Aquelarre, além de ter referências dos longas “O Nome da Rosa” e “A Bruxa”. “Nunsploitation” dialoga sobre a ideia cristã de purificação por meio de sofrimento e a exploração disso pela hierarquia de religiões organizadas. Por fim, “The Future is Vintage” fala da sensação de viver em uma distopia diante da descrença na ciência e movimentos como terraplanismo e antivacina.

“Inicialmente esse projeto seria algo similar a um disco solo, mas conheci o Kjetil Landsgard e as coisas passaram a tomar mais formato de banda. Nós dois já estamos trabalhando em novas músicas pra lançar no segundo semestre de 2021”, antecipa Stunges.

Todo o processo criativo foi desenvolvido à distância e a gravação aconteceu nos home studios de cada músico, com exceção da bateria. As composições foram todas assinadas por Daniel Stunges.

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