Mortiis feliz por não ter sido citado no filme “Lords of Chaos”

A mais recente edição do canal HEAVY CULTURE, exibida em 31 de agosto, contou com a participação do músico norueguês Håvard Ellefsen, mais conhecido como Mortiis, ex-baixista e membro fundador do Emperor. Ao longo de sua carreira também fez frente a outros projetos voltados ao Ambient/Darkwave, como o Fata Morgana e o Vond, mas foi como Mortiis que sua carreira ganhou nome e força, já tendo lançado dez álbuns de estúdio, além de inúmeros EPs, singles e mais recentemente um álbum ao vivo intitulado “Transmissions From the Western Walls of Time”, gravado em São Francisco (EUA) em turnê realizada em 1997.

Revelando-se satisfeito com a receptividade do disco ao vivo, contou que o lançamento foi direcionado aos fãs mais “hardcore”, que o acompanham há anos, já que o material extraído da fita K7 não possui uma qualidade muito boa. Em relação ao álbum “Spirit of Rebellion”, disse que a intenção era voltar ao som da década de 1990, e que as pessoas ficarão surpreendidas com sua sonoridade. Em relação aos efeitos da pandemia, o que mais sentiu foi o fato de não ter mais tocado desde o começo de 2020, quando a mesma explodiu e paralisou o mundo.

Por mais que a pandemia tenha afetado todo o circuito musical, neste período vimos muitas bandas criarem espetáculos através de lives, transmitidas para todo o mundo. Um dos shows mais marcantes foi o do Emperor, em que integrantes antigos foram chamados para participações especiais. Coube a Mortiis fazer parte deste espetáculo, onde tocou “Call From the Grave” (cover do Bathory) e “Wrath of the Tyrant” ao lado de outro ex-integrante, o baterista Faust. Sobre esta experiência, ele declarou que foi algo diferente, pois não estava mais habituado a tocar baixo, contando que a banda, no começo da década de 1990, não tocava muito, sendo que ele mesmo se lembra de apenas dois shows que fizeram naquela época. Sobre uma possível nova participação em um show do Emperor, o músico não nega que seria possível, embora nada tenha ficado acertado.

Sobre tua ex-banda, afirmou que tem achado interessante sua evolução musical, partindo de um Black Metal mais agressivo para uma sonoridade com influências mais progressivas, contando que no início do Emperor ele cuidava apenas das letras, enquanto Ihsahn cuidava das composições. Demitido da banda por seu comportamento difícil, Mortiis adentrou em um mundo musical próprio, classificado como Ambient/Darkwave. Uma de suas principais influências foi Conrad Schnitzler, conhecido na cena Black Metal por causa da introdução “Silvester Anfang”, do EP “Deathcrush”, do Mayhem. Foi justamente essa música que serviu de influência para Mortiis, que também debatia muito sobre música eletrônica com o falecido Euronymous

O longo bate-papo trouxe ainda algumas considerações de Mortiis sobre o início de sua carreira solo, contando que embora não soubesse tocar teclado, aos poucos foi aprendendo, e o que soava bem aos seus ouvidos acabava agradando-o. Revelou ainda que suas bandas brasileiras preferidas são Vulcano Sarcófago, e que num provável álbum de covers, gravaria bandas da N.W.O.B.H.M. como Angel Witch, Venom Satan, citando ainda os ingleses do The Exploited como possível banda homenageada. Por fim, foi abordado o seu visual, citando como influências Gene Simmons (Kiss) e as criaturas da obra “O Senhor dos Anéis”, de Tolkien.

A agenda de setembro do HEAVY CULTURE segue com Moyses Kolesne (Krisiun) no especial Heavy Brasilis, em 03/09 às 19h. Na sequência, Katon De Penna (Hirax) no dia 07/09 às 19h, e o baterista Mike Terrana em 14/09 às 17h. A última rodada será com Tim Baker (Cirith Ungol) em 21/09 às 21h e Fernanda Lira (Crypta) em 28/09 às 19h

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