Confira o bate-papo com Fernanda Lira, da banda Crypta no canal Heavy Culture

O canal do Youtube HEAVY CULTURE recebeu no dia 28/09 a baixista e vocalista Fernanda Lira, da banda CRYPTA, que contou detalhes sobre o grupo, surgido inicialmente como um projeto enquanto ela e a baterista Luana Dametto ainda integravam a Nervosa. Com a saída de ambas da banda em 2020, o passo seguinte foi formalizar a criação da CRYPTA, pois segundo a musicista, o objetivo era manter um projeto paralelo de Death Metal, e que em nenhum momento pensavam que seria sua banda principal. Com o anúncio oficial da entrada das guitarristas Sonia Anubis e Tainá Bergamaschi para o line-up, as expectativas aumentaram consideravelmente.

O resultado de meses de trabalho durante a pandemia foi o álbum “Echoes of the Soul”, candidato à um dos melhores lançamentos de 2020. Mesclando Death Metal com sonoridades mais melódicas, o CD tem sido muito bem recebido pela imprensa e fãs, superando as expectativas de Fernanda, que declarou no bate-papo que a sonoridade da CRYPTA é um “grande caldeirão de Death Metal”. A conversa abordou a experiência de Fernanda ao sair da Nervosa e criar a CRYPTA, revelando que se tivesse que criar uma banda nova do zero, teria sido uma experiência muito difícil e que ter o projeto paralelo criado antes da saída de ambas foi muito benéfica. 

Fernanda também contou detalhes sobre as gravações do vídeo clipe da faixa “From the Ashes”, e deixou claro que o objetivo de tudo é subir no palco e tocar, o que virá a acontecer somente em 2022, por decisão da própria banda, devido à pandemia. Uma turnê com Deicide Krisiun já está marcada para abril e maio de 2022 no continente europeu.

A vocalista também foi questionada sobre suas performances eletrizantes no palco, onde não economiza na energia e nas caretas, e disse que pela questão de estilos diferentes, não tocarão músicas da Nervosa. Sobre sua antiga banda, disse já ter escutado o material com a nova formação e que deseja que tudo dê certo para elas, não guardando quaisquer ressentimentos. Fernanda também foi cirúrgica quanto a importância da arte durante a pandemia, onde disse: “A gente aprendeu na pandemia que dá para viver por um período sem muitas coisas, sem ver os amigos cara a cara, dá para viver sem ir naquele restaurante fast food que a gente gosta, dá para a gente viver sem a gente ir no parque, dá para viver sem viajar…, mas uma coisa que ninguém viveu sem na pandemia foi a arte. Ninguém passou um dia sem consumir música, sem consumir um livro, um filme, uma série, todos nós, pelos menos vez hora por dia, a gente consumiu arte de alguma maneira. Então que isso sirva para a gente pensar e levar daqui para diante essa valorização à arte, a gente viu em tempos sombrios ao extremo a arte está lá para a gente ficar um pouquinho mais sutil”.

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