Old Rust lança animação de “Haverá futuro”, que reflete a democracia brasileira

“Haverá futuro”, segundo clipe do caiçaras do Old Rust, traz de forma bem humorada uma reflexão sobre os problemas sociais brasileiros. A partir de um futuro distópico, o personagem principal passa a viajar pelo o tempo/espaço buscando consertar os problemas de sua realidade mas sempre gerando um efeito reverso, a fim de mostrar que as questões nacionais são muito mais profundas e partem de todo um modelo de sociedade construído em cima da exploração dos menos favorecidos. O clipe traz referências a vários momentos e personagens históricos do Brasil. 

Com argumento por Old Rust e roteiro e animação do artista gaúcho Arthur Feltraco, o clipe já passou das 40mil visualizações no YouTube e 70 mil no Facebook, o que são números bem expressivos para uma banda independente/underground do cenário do punk brasileiro, ficando evidente a qualidade e a seriedade do trabalho do Old Rust. O nome Old Rust aos poucos se torna uma nova potência na cena underground brasileira. Formada no Guarujá (SP) em 2012, a banda conta com ex-integrantes de bandas icônicas como Hardcore Fun e Disconcert, além de compartilhar um membro com o Blackjaw.

Ou seja, os caras dividem os palcos e o estilo de vida há décadas, o que com certeza contribui para identidade coesa da banda. No clima da Califórnia brasileira, o Old Rust apresenta um punk/alternativo com forte ascendência, no melhor estilo de bandas como Bodyjar, Seaweed e Hot Water Music, Noção de Nada, Cólera, Colligere e Garage Fuzz.

A banda conta com um EP e um disco cheio, além de dois clipes – inclusive o comentadíssimo “Haverá Futuro?”, animação bem-humorada que faz refletir sobre os rumos da democracia brasileira.

Em novembro (02), a banda anuncia um novo lançamento: Crônicas Caiçara, um compilado de duas músicas inéditas gravado por Patrick L.A. no Guarujá e mixado pelo Mário Netto no estúdio UMSÓ em São Gonçalo (RJ).A capa, de Fabrício Andrade, já parece dar um spoiler de um pouco daquilo que a banda vai apresentar neste disco: a realidade do cotidiano da vida na ilha,  aquele que as pessoas vão à praia pra esquecer desigualdade social, relações de trabalho, a luta pela sobrevivência, o abandono dos políticos, a miséria. Críticas necessárias, que ecoam a voz do povo brasileiro, envoltas pela motivação e pelo senso de comunidade que só o punk é capaz de proporcionar.

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