Little Quake ataca novamente em novo single: “George Foreman”

Com uma trégua de quase um ano sem lançar músicas novas, a Little Quake acaba de tirar do forno mais um single: ‘George Foreman’. Pesado e sujo, o single faz parte do álbum Bug. Depois de três EPs – Vol.1, Nameless e Another Half (esse último de versões acústicas), Bug é um trabalho de mais de um ano da banda. Produzido por Esteban Tavares, gravado no Boca do Cigano, o duo conseguiu explorar caminhos ainda não percorridos e outros, embora percorridos, agora mais a fundo.

A Little Quake surge em 2019, quando Dudu Machado (bateria e vocais) e Wysrah Moraes (baixo e vocais) têm a ideia de deixar o extremo sul do país e se aventurar por São Paulo. Com os primeiros trabalhos lançados em 2020, a banda tem trabalhado com figuras conhecidas da cena, como Chuck Hipolitho, Jander Antunes, Duda Machado (Pitty), Paulo Ratkiewicz. Em Bug a Little Quake também inova chamando um time de peso: Beto Bruno, Pedro Pelotas, Sebastião Reis, Paulo Goulart e André Rass. Além de uma faixa composta em parceria com Esteban Tavares – e cantada por ele. Ou seja, a turma é mais que boa.

Mas voltando ao single, George foreman é praticamente uma ode à nostalgia dos tempos de outrora, tempos recentes onde podíamos andar sem máscara, confraternizar com os amigos (sejam lá quantos fosse) e, no caso dos artistas, ter o calor do público ali, bem de perto.

O disco todo fala, de uma forma ou de outra, sobre esse tempo nebuloso em que vivemos – pois foi produzido na pandemia. Mas em George foreman a nostalgia do que nos era corriqueiro e, de uma hora pra outra, passou a ser inviável fica evidente, como explica Dudu Machado: “Um lance muito louco com relação à ‘George foreman’ é que a letra deveria ser algo besta, sem muitos significados, apenas uma história engraçada e intrigante, sabe? Era pra ser aquela faixa do disco que parece que foi colocada ali pra dar um ar de humor, mas depois de gravarmos, percebi que talvez seja uma das letra mais pessoais e profundas do álbum. Por trás das besteiras e delírios, existe um registro autêntico de um sentimento atual de vazio.”

George foreman, lançada em 15 de outubro, é só o começo de muita coisa que vem pela frente. No fim do mês, 31/10, sai o clipe da música, num clima bruxa de Blair em pleno Halloween. Junto com o clipe saem as novas camisetas da banda em parceria com a marca Buena Vibra, estampando as artes de Guilherme Krol (responsável pelo novo logo e capas do disco e singles). Em novembro vem o segundo single do álbum Bug e, em dezembro, mais um. E não é só isso, mas não posso entregar o ouro pro bandido. Quem acompanhar, verá! E ouvirá!

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