“Colibri”, primeiro álbum de Vaine, promete oxigenar a cena de rap

Depois de uma mixtape lançada em 2019 e um EP colaborativo em 2020, Vaine abraçou de vez toda a influência da brasilidade que sempre permeou o seu trabalho. A sonoridade de “Colibri”, primeiro álbum do rapper, é resultado da versatilidade que mistura rap com elementos orgânicos, de forma coesa e madura, capaz de trazer singularidade a um segmento bastante inflado.

“Todos temos uma visão de mundo única e particular. Sem seguir padrões, tendências, discursos e sonoridades pré-estabelecidas, o álbum entrega minha versão mais sincera como artista, simbolizada pelo voo livre do colibri”, diz Vaine, que revela que esse mergulho pessoal se estende ao fato de que, ‘Colibri’ é também o nome da rua onde nasceu e cresceu com a família na cidade de São Paulo.

“Lá passamos por algumas vivências difíceis, que com certeza moldaram quem sou hoje, como indivíduo e artista. Dessa forma, o título também é uma maneira de agradecer e reconhecer o meu lugar de origem, entendendo que esse é o ponto de partida para voos maiores”.

“Colibri” conta com uma animação para nove das dez faixas que compõem o disco. Os vídeos, já disponíveis no Youtube, foram produzidos por Vaine, que também é artista visual. Apenas a música “Como Tudo Era”, tem o videoclipe assinado por Orsini Films.

Para Vaine, o conceito do álbum, bastante pessoal, acabou atravessado por uma angústia coletiva trazida pela pandemia de Covid-19. “Então esse sentimento de melancolia e incertezas que experimentamos neste período de ‘quase vida’ aparece constantemente, junto de uma forte ânsia por liberdade, por botar o corpo na rua e voltar a tudo o que me inspira no cotidiano”.

Com produção e direção musical de Xavbeatz, “Colibri” traz as participações de Monkey Jhayam, Uiara, Natania Borges, Darmi e Emiadê. O disco reuniu ainda, os músicos arranjadores, Jack Will (percussão), Mauro Fontoura (saxofone), Vinícius Lustosa (trompete), Alícia Kenobi (teclado), Douglas Carlos (guitarra), Rafael Vaz (contrabaixo), Ciro Nunes (flauta), Trio Façuá (sanfona e triângulo), Rafael Baska (scratches), e os beatmakers TiagoBits e Apenas Toni.

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