Guigo Marques mergulha em memórias turbulentas e renascimento pessoal nos singles “Cachos Pretos” e “Branco”
Com uma sonoridade visceral que transita entre o grunge dos anos 90 e o rock alternativo temperado com brasilidade, Guigo Marques dá mais um passo marcante em sua trajetória ao lançar os singles “Cachos Pretos” e “Branco”. As novas faixas se somam às já lançadas “Bons Momentos” e “Queima no Fogo”, formando um conjunto de músicas que mais do que contar histórias, convidam o ouvinte a viver as emoções intensas que moldaram o artista.
Oriundo de uma escola sonora que reverencia nomes como Rage Against the Machine, Nirvana, Smashing Pumpkins e Alice in Chains, Guigo constrói seu universo musical apostando em vocais rasgados, arranhados e emocionais, aliados a um instrumental grave, denso e emotivo. Mas, para além das referências, o artista imprime sua identidade própria, marcada por uma honestidade crua e uma sensibilidade aguçada para transformar dor em arte.
“Branco”, uma das faixas mais pungentes do novo momento, é fruto de um período sombrio em sua vida pessoal, quando precisou deixar a casa da mãe e enfrentou instabilidade emocional e financeira, vivendo de favor em casas de amigos. “Todo lugar que eu ficava temporariamente parecia uma prisão, sem nenhuma chance de escapatória”, relata Guigo. O registro vocal da canção, feito enquanto o artista estava doente e emocionalmente abalado, carrega uma urgência rara — uma entrega total a sentimentos de abandono, raiva e solidão.
Em contrapartida, “Cachos Pretos” simboliza o início de uma libertação — não apenas das amarras materiais e emocionais, mas também de uma prisão mental que o impedia de crescer. “Pela primeira vez eu sinto que estou me liberando”, afirma. A música nasceu de forma quase espontânea: o riff principal foi criado em apenas 20 minutos, mas levou dois meses para ser aceito como definitivo. A simplicidade do arranjo, longe de ser um defeito, traduz com clareza a passagem do tempo e a leveza de um novo ciclo que começa.
Ouça os novos singles “Cachos Pretos” e “Branco”: https://tratore.ffm.to/
O futuro reserva novas experimentações. Guigo pretende incorporar ritmos brasileiros como o baião em suas próximas composições, fundindo a pegada pesada do rock alternativo à riqueza rítmica nacional — tudo sem perder o foco em sua essência energética e emocional. A ideia é abrir espaço até mesmo para momentos mais descontraídos e cômicos, sem deixar de lado o compromisso com a expressão pessoal e artística.
Em constante metamorfose, Guigo Marques se revela como um nome a ser observado de perto na cena alternativa brasileira. Seus lançamentos não são apenas músicas: são capítulos de uma jornada de autoconhecimento, superação e liberdade. E quem escuta, inevitavelmente, se vê refletido nessa travessia.
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Por Karinna Fiorito

