MONCHMONCH transforma o colapso da Terra em HQ sonora no disco “MARTEMORTE”
O apocalipse já tem trilha sonora — e também quadrinhos. MONCHMONCH, projeto do músico e performer paulistano Lucas Monch, lança o disco “MARTEMORTE”, uma obra conceitual de punk experimental que ganha corpo e imagem com o lançamento simultâneo de uma HQ inspirada nas nove faixas do álbum. Com ares de distopia crítica, o trabalho retrata um planeta em colapso enquanto bilionários fogem para Marte, alimentando à distância a ruína terrestre.
Apelidado por Monch de “álbum-quadrinho”, “MARTEMORTE” chega como um híbrido artístico: música, performance e linguagem gráfica costuradas em um mesmo tecido narrativo. A HQ será vendida nos shows e também estará disponível digitalmente para quem adquirir o álbum pelo Bandcamp.
Para dar vida às interpretações visuais das faixas, MONCHMONCH convocou um time de artistas independentes e emergentes: Atópico, Luvas Novo, Lori Rodrigues, Marcilío Pires, Violenciazinha, Sophia Tegoshi, Sofia Belém, Bruno Xavier e Luís Barreto. O prefácio visual ficou a cargo de Bia Oliveira, com edição e design assinados por Alice Rocha.
“Senti a necessidade de colocar tudo isso em imagem, e desde sempre fui muito ligado a histórias em quadrinhos. Não à toa, o próprio nome MONCHMONCH vem daí. É uma onomatopeia para expressar algo sendo devorado”, explica Lucas Monch, que dividiu a produção entre Brasil e Portugal.
Inicialmente concebido como um EP despretensioso, “MARTEMORTE” foi ganhando camadas e amplitude até se tornar um álbum conceitual transatlântico. O disco mergulha em absurdos da era pós-moderna, tratando temas como desigualdade, decadência e o delírio de elite com sarcasmo e estética punk. Tudo isso temperado com um humor distorcido — inclusive transformando o pão de queijo em símbolo de desejo e poder.
O punk tropicalista de MONCHMONCH
O trabalho de Lucas Monch habita uma zona de ruptura estética e ideológica. Misturando punk, noise, experimentalismo e brasilidades, MONCHMONCH entrega uma sonoridade antropofágica e visceral, tanto no palco quanto em estúdio. Sua discografia inclui os EPs “Inato” (2017), “Perturbação Constante” (2020), “Charlie Mordidinha Jr” (2021), “Sucata” (2021) e o álbum “Guardilha Espanca Tato” (2023), lançado pela Seloki Records, marcando sua assinatura como um dos nomes mais inventivos do punk brasileiro contemporâneo.
Em 2024, com o relançamento de Guardilha pelo selo português Saliva Diva, MONCHMONCH passou uma temporada em Portugal, realizando cerca de 20 shows e lançando quatro álbuns ao vivo — um tour de força que consolidou sua presença na cena alternativa europeia. Também passou por festivais como Salgado Faz Anos, Super Nova Super Roc e Zigurfest.
De volta ao Brasil no fim de 2024, embarcou numa turnê em parceria com a banda portuguesa Baleia Baleia Baleia, com apoio da Instituição GDA, passando por Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Juiz de Fora.
“MARTEMORTE” e sua respectiva HQ expandem o universo de MONCHMONCH, que segue devorando o rock e regurgitando arte como protesto, ironia e invenção.
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Por Marina Mole – Café 8 Music

