Miriti lança EP “P.T.U.” e transforma Belém em matéria-prima sonora
Trabalho autoral da banda paraense une punk rock, ritmos regionais e vivências urbanas em um percurso sensorial pela capital amazônica
Disponível em todas as plataformas digitais, o EP “P.T.U.” marca um passo decisivo na trajetória da MIRITI e apresenta uma obra conceitual guiada pela dualidade. O título pode ser lido tanto como “pitiú”, gíria nortista associada a um odor forte e característico, quanto como a sigla de Presenciando a Transformação Urbana. A partir dessa ambiguidade, o trabalho se constrói como um passeio afetivo e sensorial por Belém, explorando suas contradições, sons e emoções cotidianas.
Ao longo das faixas, a MIRITI estabelece um diálogo direto com gêneros profundamente enraizados na cultura local, como brega, tecnobrega e carimbó, sem abrir mão de influências externas como funk e trap. Tudo isso é filtrado pela identidade central da banda, o punk rock, que funciona como fio condutor estético e político do EP.
Um retrato urbano sem hierarquias
No campo lírico, “P.T.U.” se destaca por não hierarquizar temas. A obra transita com naturalidade entre o desejo de fortalecimento da cena musical local, o protesto social e sentimentos mais íntimos como arrependimento e remorso. Ao mesmo tempo, celebra a alegria espontânea de viver a cidade, frequentar festas populares e ocupar os espaços urbanos.
O EP também presta uma homenagem direta à cultura paraense ao incluir um cover em versão hardcore de um carimbó eternizado na voz de Dona Onete, reforçando a proposta de ressignificar tradições a partir de uma linguagem contemporânea e urbana.
Ouça “P.T.U.” agora nas plataformas: https://distrokid.com/hyperfollow/miriti/ptu
Faixa a faixa:
Sal
A faixa de abertura funciona como uma introdução ao universo alternativo e experimental da MIRITI. O arranjo mistura influências de tecnobrega, surf music, funk norte-americano, reggae e hardcore. A canção ainda incorpora uma linha vocal voltada para o rap, abordando temas politizados e questionando polêmicas em torno da COP-30.
Boiúna
Primeiro single do projeto, a música apresenta a proposta estética e conceitual da banda. A lenda da Cobra Grande, amplamente difundida no imaginário paraense, surge como metáfora para artistas do underground que lutam por espaço na cena local. A fusão entre punk rock, carimbó e lundu marajoara resulta em uma sonoridade singular e carregada de identidade.
Nomeio do Pitiú
Faixa-título do EP, sintetiza o conceito da obra e sua ligação direta com o cotidiano urbano e cultural de Belém. É o ponto central do disco, onde as ideias de transformação, pertencimento e vivência urbana se encontram.
Endoida
A música mais festiva do trabalho aborda temas como liberdade, desprendimento e prazer. A faixa celebra a vida noturna da cidade e o desejo de viver intensamente cada experiência, refletindo o lado mais leve e espontâneo do EP.
Jambu
Considerada a faixa mais densa do disco, tanto sonora quanto tematicamente, utiliza o jambu como metáfora para sentimentos de remorso e arrependimento. Assim como o ingrediente típico da culinária paraense provoca dormência e tremor, a música traduz sensações emocionais difíceis de ignorar.
Vai Pela Sombra
Encerrando o EP, a canção aposta em um formato acústico, em voz e violão. Marcada por memórias de tempos passados, funciona como despedida do trabalho, mas também deixa pistas sobre os próximos caminhos que a banda pretende seguir.
A consolidação da Miriti no underground paraense
Formada em 2024, a MIRITI é um power trio composto por Augusto Pantoja, Bernardo dos Anjos e Carlos Hernandes, jovens músicos no início dos seus vinte anos. O grupo ganhou visibilidade inicialmente na internet, com covers e versões em rock de canções locais, chamando atenção pela forma criativa de dialogar com a cultura paraense.
Em 2025, a banda passou a investir de forma mais consistente em seu trabalho autoral, lançando dois singles que repercutiram em veículos como G1, Portal Cultura e outros meios regionais e nacionais. O videoclipe de “BOIÚNA” foi indicado em festivais universitários e conquistou o prêmio de Melhor Clipe Paraense no Circuito Caeté. Com o lançamento de “P.T.U.”, a MIRITI vive um de seus momentos mais importantes, consolidando seu nome como uma das apostas mais interessantes da nova geração do rock underground amazônico.
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