Pobre Orfeu mergulha em memórias da juventude no álbum “ESCOLA”
Décimo terceiro disco do projeto criado por Agatha Fortes mistura garage rock, psych rock e grunge para revisitar experiências entre infância, adolescência e descoberta pessoal
O projeto Pobre Orfeu apresenta ao público seu décimo terceiro álbum, “ESCOLA”, trabalho que transforma memórias da infância e da adolescência em matéria-prima sonora e emocional. O título é uma sigla para “Espaço de Subversão Criativa Orientando a Liberdade Adolescente”, conceito que guia a narrativa do disco e conduz o ouvinte por lembranças marcantes daquele período da vida.
Ao longo das faixas, a artista revisita episódios que transitam entre traumas, momentos de alegria e a inocência típica da juventude. A proposta é olhar para esse passado de forma direta e sensível, trazendo à tona sentimentos e experiências que ajudam a moldar identidade, comportamento e visão de mundo.
Musicalmente, “ESCOLA” aposta em uma mistura de garage rock, psych rock e grunge. A sonoridade busca recuperar a energia crua e o espírito rebelde que marcaram o rock das décadas de 1990 e 2000, combinando guitarras intensas, atmosfera psicodélica e uma pegada visceral que dialoga com a proposta temática do trabalho.
Criado em 2021 pela multi-instrumentista e produtora musical Agatha Fortes, o Pobre Orfeu nasceu como um espaço aberto para experimentação artística. A proposta do projeto sempre foi explorar diferentes territórios musicais sem se limitar a um único gênero, permitindo que cada lançamento siga caminhos próprios.
Agatha, mulher trans e uma das artistas mais prolíficas da cena independente de Sorocaba, compõe, grava e produz sozinha todas as músicas do projeto. Nesse formato de one-woman band, ela conduz todo o processo criativo em estúdio, construindo cada detalhe da sonoridade que define o Pobre Orfeu.
Faça a pre-save do álbum “Escola”: https://ditto.fm/escola_90cb5a1e
Nos palcos, porém, o projeto ganha formação completa. As canções passam a ser executadas com Itálo Riber na bateria, Pêu Ribeiro no baixo, Enzo Mori na guitarra e a própria Agatha Fortes assumindo guitarra e voz, ampliando a potência das composições no formato ao vivo.
Desde sua criação, o Pobre Orfeu construiu uma discografia extensa e variada. Em poucos anos, o projeto já ultrapassou a marca de dez álbuns de estúdio, transitando entre estilos como bedroom pop, rock psicodélico, grunge, garage rock, instrumental, progressivo, pop rock com influências de jazz e rock alternativo.
Entre as principais referências que ajudam a moldar essa liberdade criativa estão nomes como King Gizzard and The Lizard Wizard e Ty Segall, artistas conhecidos justamente pela capacidade de explorar diferentes sonoridades ao longo de suas discografias.
Com “ESCOLA”, o Pobre Orfeu reforça essa vocação experimental ao mesmo tempo em que apresenta um trabalho profundamente pessoal. Ao transformar memórias e experiências da juventude em música, Agatha Fortes cria um disco que dialoga com a nostalgia, a rebeldia e as descobertas que marcam essa fase da vida, reafirmando a força criativa de um dos projetos mais inquietos da cena independente atual.
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