Magistry lança o EP “Venus Mellifera” e expande sua identidade no metal brasileiro
Banda curitibana aposta em lirismo poético, atmosfera sensorial e diversidade instrumental para apresentar sua nova fase
Formada em Curitiba e cada vez mais comentada entre os nomes autorais do metal nacional, a Magistry acaba de lançar o EP “Venus Mellifera”, um trabalho conceitual que chega menos de seis meses após “The New Aeon”, álbum de estreia lançado em março. Com seis faixas e pouco mais de quarenta minutos, o novo registro aprofunda a estética da banda e revela uma faceta mais poética, sensorial e atmosférica, inspirada nos epítetos de Afrodite.
Segundo o tecladista Thiago Parpineli, que também assina a capa, o conceito visual dialoga diretamente com o lirismo da faixa-título. Ele explica que a arte funciona como uma imersão no universo da canção, guiando o ouvinte por um campo florido onde diferentes tipos de amor se manifestam e se entrelaçam ao longo do EP.
As faixas e o universo lírico de Venus Mellifera
A nova obra reúne seis músicas que exploram temas como prazer, contemplação e espiritualidade, sempre filtrados pela estética densa que já se tornou marca da banda. “Divine”, “Frozen Heart Fades” e “Marry Me at the Sea”, compostas por João Borth, refletem a busca humana por experiências sensoriais e intensas. Já a faixa-título, escrita por Parpineli, reverencia Afrodite como símbolo de amor, fertilidade e beleza.
O EP também apresenta “Me, the Moon and Venus”, assinada por Johan Wodzynski, que mergulha em nuances niilistas e introspectivas. O encerramento fica com um remix de “Venus Mellifera”, criado em parceria com o artista Babalon. Nessa versão, as percussões gravadas especialmente para a faixa evocam elementos da música mediterrânea antiga, reforçando a proposta mitológica e cultural que permeia todo o lançamento.
A evolução sonora da Magistry
Do ponto de vista musical, “Venus Mellifera” mantém a excelência técnica presente em todos os trabalhos anteriores da Magistry, mas expande a linguagem da banda com novos timbres, texturas e estruturas. Mesmo incorporando elementos tradicionais do metal – como riffs pesados, backing vocals guturais e até blast-beats –, o EP apresenta uma sonoridade mais acessível, ambiente e melódica.
As faixas têm caráter épico e cadenciado, criando atmosferas densas nas quais melodias e arranjos orquestrais são protagonistas. Um dos diferenciais do registro é a presença de instrumentos como saxofones, trombones e trompetes, que reforçam o clima cinematográfico e consolidam a Magistry como um dos projetos mais criativos e autorais da nova geração do metal brasileiro.
Magistry: a ascensão de um novo nome do metal nacional
Criada em junho de 2023, a banda vem construindo uma trajetória consistente a partir de seus lançamentos. O primeiro registro, o EP acústico “The Delightful Companion: A Prelude for The New Aeon”, abriu caminho para o álbum “The New Aeon”, que conquistou destaque nacional ao unir peso, orquestração e densidade lírica.
A formação conta com Lya Seffrin (vocais), Leonardo Arentz (vocais e guitarra), João Borth (guitarra), Thiago Parpinelli (teclados), Leonardo Rivabem (baixo) e Johan Wodzynski (bateria). O som da Magistry combina death, gothic e doom metal com orquestrações elaboradas, incorporando instrumentos como violinos, cellos, oboés, alaúdes e cítaras, além de corais que evocam tradições eruditas do barroco e do romantismo.
Em 2024, a banda foi campeã do Festival de Bandas Autorais de Curitiba. No mesmo ano, a Mariutti Team Zine elogiou “The New Aeon”, destacando seu dualismo conceitual e a riqueza musical que atravessa cada composição. Com “Venus Mellifera”, a Magistry reafirma seu talento e sua visão artística, avançando ainda mais na direção de um metal sofisticado, autoral e profundamente emocional.
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