Margem Livre estreia no selo Psywar Records com o EP “Os Órfãos e as Viúvas”
A nova aposta do hardcore nacional, Margem Livre, está pronta para fazer barulho. O trio carioca lança no dia 14 de novembro o EP de estreia “Os Órfãos e as Viúvas”, primeiro registro oficial da banda, que chega pelo selo Psywar Records.
Gravado e produzido no Estúdio Shikabane, em Niterói (RJ), o trabalho apresenta três faixas intensas que mergulham em temas como medo, deslocamento e liberdade, traduzindo a força emocional e a urgência que movem o grupo.
Definido pela banda como “um retrato das mudanças e incertezas que moldaram nossas vidas nos últimos anos”, o EP é resultado de um processo colaborativo entre João Vítor Stutz Delgado Portella (voz e guitarra), João Vítor Lisboa Antonieto (baixo) e Breno Dowsley (bateria, produção, mix e master). Após a finalização das gravações, Ulisses Salomão (guitarra solo) entrou para completar a atual formação da Margem Livre.
“Esse EP é um marco pra gente. Ele nasceu em meio a mudanças pessoais e profissionais e acabou se tornando uma válvula de escape. Cada faixa tem um pedaço da nossa história e das nossas incertezas”, comenta o vocalista João Delgado.
“São músicas sobre deslocamento, medo e esperança. Gravamos tudo no estúdio do Breno, de forma independente, sem pressão e com liberdade total”, completa o baixista João Vítor Antonieto.
O lançamento marca também a estreia da banda sob o selo Psywar Records, iniciativa dos irmãos Vinny e Berman, que vêm fortalecendo o cenário independente com foco em autenticidade e experimentação.
“Fazer parte da história de uma nova geração do independente e contribuir de forma positiva no underground é uma missão da Psywar. O Margem Livre, vindo de Niterói, berço do selo, torna tudo ainda mais especial. O primeiro EP da banda traz uma mistura sonora interessante e com identidade. Que esse trabalho alcance cada vez mais ouvidos e espaços como esse”, comenta a dupla.
“É um momento de virada pra gente. A Margem Livre está só começando, e o melhor ainda está por vir”, reforça Breno Dowsley.
Faça a pre-save de “Os Órfãos e as Viúvas” aqui.
Das origens à consolidação
Formada em Niterói (RJ) no início de 2024, a Margem Livre surgiu da vontade de fazer som entre amigos. A formação original trazia João Delgado (voz e guitarra), Gianni Brotto (guitarra), Gabriel Pato (bateria) e João Vítor Lisboa (baixo). Desde o início, o grupo mergulhou em influências que cruzam hardcore, punk rock e post-hardcore, com referências que vão de Rancid, Nirvana e Bad Religion até nomes nacionais como Garage Fuzz, Dead Fish e Clube da Esquina, este último refletindo a veia poética e brasileira que perpassa suas letras.
O nome Margem Livre carrega um significado simbólico, como explica o baixista João Vítor Lisboa:
“A ‘margem livre’ é um estágio de segurança transitória. Quando se retira um tumor, é importante que as margens estejam livres de acometimento. O nome vem para anunciar que está tudo bem no momento. Ao mesmo tempo, remete a uma sensação de liberdade — que estamos livres de coisas ruins, mesmo que temporariamente.”
A virada criativa aconteceu quando o baterista original Gabriel Pato retornou a São Paulo e Gianni Brotto apresentou Breno Dowsley, produtor e um dos fundadores da banda Darvin. A conexão rendeu novas ideias, e o trio iniciou um processo intenso de criação, que culminou no single independente “Advertência” — um projeto-piloto que pavimentou o caminho para o EP “Os Órfãos e as Viúvas”.
Com a saída de Gianni e as gravações concluídas em agosto de 2025, a entrada de Ulisses Salomão (Sal Machado) consolidou o quarteto atual, pronto para dar continuidade à trajetória que começa agora sob o selo Psywar Records.
Com honestidade crua, energia e emoção, o Margem Livre se apresenta como um dos nomes mais promissores da nova cena hardcore brasileira — uma banda que transforma incerteza em catarse sonora e reafirma que o underground segue vivo, pulsante e livre.
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Por Jessica Marinho – Reverbera Music Media

