Celeste Corsano mergulha no etéreo em “Shellfish”, novo single que expande seu universo alternativo
Artista da região Tri-State entrega uma das faixas mais sensíveis e intensas de sua fase atual, evocando influências que vão de Kate Bush ao avant-pop contemporâneo.
A artista alternativa Celeste Corsano retorna com força emocional e imaginação sonora em “Shellfish”, novo single lançado pelo selo Magic Door Record Label. Radicada em Milford, na Pensilvânia, na divisa com New Jersey, Celeste reafirma aqui sua identidade etérea e experimental, apostando em camadas analógicas, atmosfera dreamlike e uma narrativa que mistura dor, ironia e desabafo. A capa, assinada pelo irmão Chris Corsano — nome ligado a Björk, Kim Gordon e Thurston Moore — reforça a estética artesanal que permeia todo o trabalho.
Gravada, produzida, mixada e masterizada por Ray Ketchem no Magic Door Recording Studio, em Montclair (NJ), “Shellfish” reúne um time de músicos que ampliam a paleta emocional da faixa. James Mastro, figura histórica do underground americano com passagens por The Bongos, Mott the Hoople e Patti Smith, entrega guitarras elétricas que dão vida ao clima submerso do single. Ketchem assina bateria e percussão, enquanto David Nagler colore o arranjo com baixo e violão, trazendo um contraste sensível que se destaca entre as texturas oníricas da produção.
Segundo Celeste, a faixa nasce de uma ruptura — e de todas as contradições emocionais que orbitam um coração ferido, mas ainda desperto. Para ela, “Shellfish” é um desabafo afiado, carregado de humor e ressentimento, construído com jogos de palavras e perplexidade diante do egoísmo alheio. Essa tensão entre leveza e dor é um dos motores da composição, que cresce sobre métricas assimétricas, vocais multicamadas e uma escrita capaz de transformar fragilidade em poder.
Um dos momentos mais marcantes do single vem da intervenção precisa de Mastro, cujo uso do wah pedal no pré-refrão criou, segundo Celeste, a sensação de estar debaixo d’água — exatamente onde o “shellfish” habitaria. Já o violão incluído por Nagler, primeira faixa de Corsano a receber esse elemento, traz humanidade e textura à gravação. A bateria expansiva de Ketchem, especialmente no trecho final, conduz a música a um clímax que ecoa força, liberdade e catarse.
“Shellfish” chega na esteira dos singles “Stuck”, “Nightbird”, “Sunlight Gazing” e “XS”, este último lançado com um videoclipe animado por Brother JT. Em todos eles, Corsano aborda inseguranças, pressão estética e ansiedade — temas que se refletem na delicadeza quase inocente de sua voz, frequentemente comparada a artistas como Kate Bush, Tori Amos e Julia Holter. Ainda assim, Celeste esculpe uma estética própria, guiada por intensidade emocional e um timbre inconfundível.
Sua trajetória artística carrega a influência dos irmãos — o percussionista Chris Corsano e o músico de raízes latinas Tony Corsano — além da vivência na cena de Nova York, onde absorveu punk, new wave, poesia, artes visuais e a efervescência dos estúdios que frequentou ao lado do ex-marido, o produtor Brad Morrison. Antes de mergulhar no alternativo, Celeste transitou pelo Celtic e pelo Bluegrass, até que sua escrita amadureceu para um universo mais livre, íntimo e experimental.
Com “Shellfish”, Celeste Corsano reafirma sua força dentro do cenário independente. A faixa é um convite para mergulhar em um oceano emocional onde vulnerabilidade, técnica e imaginação caminham juntas — e onde cada detalhe sonoro revela uma artista que transforma suas cicatrizes em arte luminosa.
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Por Shauna McLarnon

