Curte esse clássico? Então você precisa ouvir essa banda brasileira [Metal Extremo]
Aproveitando uma trend que ganhou força nas redes sociais, onde artistas independentes são recomendados com base em semelhanças sonoras ou temáticas com bandas mainstream, esta sessão surgiu no site da OverRocks com o objetivo de destacar bandas brasileiras que podem agradar quem procura por trabalhos similares aos seus álbuns favoritos de Rock e Heavy Metal.
Na seleção de hoje, reunimos 20 bandas nacionais de Metal Extremo para quem curte os clássicos do gênero.
O Metal Extremo é uma vertente do Heavy Metal que se destaca pela sonoridade agressiva, atmosferas densas e temáticas que contrariam normas sociais, espirituais e culturais. Englobando subgêneros como o Thrash Metal, Death Metal, Black Metal, Grindcore e Doom Metal, essas vertentes do Metal atuam como uma forma de expressão visceral diante do caos, da miséria, da opressão e da existência humana em seus aspectos mais sombrios, construindo um espaço próprio dentro do underground, onde autenticidade, transgressão e ruptura são palavras de ordem.
Então: Se você curte esse clássico, você precisa ouvir essa banda brasileira! Confira uma música de cada uma das 40 bandas citadas na nossa playlist:
Se você curte o clássico “Seven Churches”, da banda americana Possessed, ouça também a banda brasileira Sarcófago…
“Seven Churches”, lançado em 1985 pelo Possessed, é amplamente reconhecido como um dos primeiros álbuns de Death Metal da história e considerado por muitos o marco inaugural do gênero. Mesmo com fortes raízes no Thrash Metal e uma sonoridade que lembra bandas como Slayer e Venom, o disco apresenta características que viriam a definir o Death Metal nos anos seguintes. No Brasil, uma banda igualmente pioneira despontava quase simultaneamente: o Sarcófago. Embora não tenha alcançado o mesmo reconhecimento internacional que seus conterrâneos do Sepultura, o grupo foi essencial para a consolidação do Metal Extremo no país, estendendo sua influência para todo o mundo, sendo frequentemente citado entre as bandas mais importantes do gênero no país. Embora não esteja mais ativo, o Sarcófago segue sendo um dos pilares do Metal Extremo brasileiro.
Se você curte o clássico “Morbid Visions”, do Sepultura, ouça também a banda The Troops of Doom…
Há aqui quase uma espécie de auto-referência: o guitarrista e fundador do The Troops of Doom, Jairo Guedz, integrou a formação original do Sepultura responsável pelo clássico “Morbid Visions”, lançado em 1986. A homenagem está explícita até no nome da nova banda, retirado de um dos hinos mais emblemáticos daquele período. Ainda que hoje, ao lado de seus novos companheiros, Jairo explore uma sonoridade mais elaborada, fruto também dos avanços em gravação e produção disponíveis atualmente, é inegável que a essência crua, agressiva e sombria que moldou os primeiros anos do Sepultura continua intrinsecamente presente nas composições do The Troops of Doom. Trata-se de uma reverência viva às raízes do Metal Extremo brasileiro, agora revisitadas com maturidade e sem cair nos excessos do saudosismo.
Se você curte o clássico “Deicide”, álbum de estreia dos americanos do Deicide, ouça também a banda brasileira Krisiun…
Este é um daqueles casos em que não soa exagerado dizer que a banda influenciada acabou por se tornar tão ou até mais relevante do que a própria referência. Surgidas praticamente na mesma época, entre o final dos anos 80 e o início dos 90, Deicide e Krisiun se consolidaram como dois dos maiores nomes da história do Death Metal mundial, e seguem firmes até hoje, mantendo-se relevantes e atravessando décadas com maturidade e uma trajetória ininterrupta de devoção ao Metal da Morte. Ambas as bandas compartilham uma sonoridade brutal, hostil e avassaladora, marcada por letras controversas, abertamente anticristãs, blasfemas e satânicas, características que ajudaram a definir e elevar o gênero a novos patamares de relevância e transgressão.
Se você curte o clássico “Harmony Corruption”, dos britânicos do Napalm Death, ouça também a banda brasileira Manger Cadavre?…
Embora o álbum de estreia do Napalm Death, “Scum”, seja frequentemente apontado como o maior clássico da banda, a importância de “Harmony Corruption” é inegável. Lançado em 1990, o disco marcou um momento decisivo na trajetória dos britânicos, assinalando a transição do Grindcore para um som mais próximo do Death Metal, sem perder o caráter contestador e político que sempre os definiu. O álbum aborda temas urgentes como injustiça social, opressão, violência e corrupção sistêmica, mantendo uma brutalidade crua tanto na sonoridade quanto nas letras. Mantendo essa essência visceral, a banda brasileira Manger Cadavre?, que inclusive já esteve em turnê com o próprio Napalm Death, apresenta-se como uma das mais importantes e atuantes na cena extrema do Brasil. Liderada pela vocalista Nata de Lima, a banda mescla influências do Crust, Hardcore e Death Metal para expressar sentimentos profundos e mensagens contundentes. Mesmo com uma sonoridade absolutamente agressiva, o som do Manger Cadavre? é carregado de feeling, mostrando que brutalidade e emoção podem caminhar lado a lado no universo da música extrema.
Se você curte o clássico “Eternal Devastation”, dos alemães do Destruction, ouça também a banda brasileira The Mist…
Lançado em 1986, “Eternal Devastation” é o segundo álbum do Destruction e um marco essencial no desenvolvimento do Thrash Metal europeu. Com uma sonoridade rápida, agressiva e técnica, o disco reforça a identidade crua e selvagem que colocou o Destruction entre os pioneiros do chamado “Big Four Alemão”, ao lado de Kreator, Sodom e Tankard. Apesar de sua produção relativamente crua, “Eternal Devastation” exala uma energia visceral que capturou a essência do Thrash europeu dos anos 80, consolidando o Destruction como um dos maiores nomes daquele cenário. No Brasil, quase simultaneamente, a banda The Mist surgiu trazendo uma abordagem igualmente furiosa e visceral ao Thrash Metal, lançando dois verdadeiros clássicos do Thrash nacional: “Phantasmagoria” (1989) e “The Hangman Tree” (1991). Embora tenha encerrado suas atividades em 1997, o grupo retornou em 2018 com um som mais contemporâneo, mas não menos brutal, tal qual o próprio Destruction propõe com o amadurecimento de sua proposta.
Se você curte o clássico “Death Cult Armageddon”, dos noruegueses do Dimmu Borgir, ouça também a banda brasileira Paradise in Flames…
Lançado em 2003, “Death Cult Armageddon” é um dos álbuns mais ambiciosos e grandiosos da carreira dos noruegueses do Dimmu Borgir, consolidando de vez a banda como um dos principais nomes do Black Metal sinfônico. Combinando a brutalidade do Metal Extremo com arranjos orquestrais cinematográficos, o disco oferece uma experiência épica, sombria e profundamente imersiva, equilibrando com precisão agressividade e sofisticação. No Brasil, o Paradise in Flames tem desempenhado um papel crucial ao reinterpretar essa mesma estética sob uma ótica muito particular. Atualmente em turnê com a Crypta promovendo o álbum “Blindness” (2024), a banda mineira aposta na mesma teatralidade e grandiosidade dos noruegueses, mas com um viés ainda mais erudito e detalhado, que confere à sua obra uma identidade marcante, original e absolutamente memorável.
Se você curte o clássico “Follow the Reaper”, dos finlandeses do Children of Bodom, ouça também a banda brasileira Attanos…
Em 2000, já em seu terceiro álbum de estúdio, “Follow the Reaper”, os finlandeses do Children of Bodom davam passos decisivos rumo a uma sonoridade mais contemporânea, sem abandonar os pilares extremos e viscerais que marcaram seus primeiros trabalhos. O disco consolidou a banda liderada pelo saudoso Alexi Laiho como um dos maiores expoentes do Melodic Death Metal, gênero que se tornaria um dos mais populares do Metal nas décadas seguintes. Com o tempo, o som do grupo se tornou cada vez mais moderno, mas não menos agressivo, e a produção mais refinada a partir deste álbum permitiu que os arranjos técnicos e melódicos ganhassem ainda mais destaque. Essa evolução ajudou a pavimentar o caminho para bandas que herdaram sua capacidade de unir brutalidade, melodia e emoção, como os brasileiros da Attanos, que apostam em uma sonoridade extrema e sombria, porém profundamente sensível e carregada de mensagens profundas, mantendo viva a conexão entre peso, sentimento e identidade, tal como o COB soube fazer com maestria ao longo de sua trajetória.
Se você curte o clássico “Ghost Reveries”, dos suecos do Opeth, ouça também a banda brasileira Piah Mater…
A influência do Opeth no trabalho dos brasileiros do Piah Mater é tão evidente que poderia soar exagerada, não fosse o fato de que a banda carioca entrega uma obra tão absurda e artisticamente rica quanto a de sua principal referência. Se os suecos reinventaram o Death Metal sob uma ótica progressiva, técnica, atmosférica e profunda, os brasileiros assimilaram essa herança com identidade própria, dando continuidade a um legado que o próprio Opeth deixou para trás em sua fase mais recente (à exceção de seu álbum mais recente). Técnica, brutalidade, sensibilidade e profundidade se entrelaçam de forma natural nas composições do Piah Mater, resultando em músicas feitas para serem saboreadas em cada detalhe, assim como acontece no trabalho dos suecos. Trata-se de uma continuidade legítima, não por cópia, mas por excelência.
Se você curte o clássico “Dusk and Her Embrace”, dos britânicos do Cradle of Filth, ouça também a banda brasileira Finita…
Lançado em 1996, “Dusk and Her Embrace” é o segundo álbum da banda britânica Cradle of Filth e um marco fundamental na evolução do Black Metal com influências góticas e sinfônicas. O disco consolidou a identidade do grupo, mesclando a agressividade e a escuridão do Black Metal tradicional a uma atmosfera teatral, carregada de elementos barrocos e românticos, criando uma aura brutal, porém elegante, com climas sombrios, misteriosos e ao mesmo tempo grandiosos. No Brasil, a banda Finita, embora não necessariamente influenciada diretamente pelos britânicos, propõe uma sonoridade igualmente audaciosa, que lhes rendeu o rótulo de Dark Metal. Ao unir elementos do Metal Extremo, Metal Sinfônico e nuances do Metal Gótico, o grupo entrega um trabalho que foge de classificações simplistas, focando em transmitir uma mensagem singular, sofisticada e profundamente artística. Em seu lançamento mais recente, o álbum “Children of the Abyss” (2025), essas virtudes se manifestam em composições cinematográficas que dialogam com os maiores nomes do Metal Extremo contemporâneo.
Se você curte o clássico “Symbolic”, dos americanos do Death, ouça também a banda brasileira Torture Squad…
Lançado em 1995, “Symbolic” é o sétimo álbum de estúdio da banda americana Death e é frequentemente apontado como um marco definitivo do Technical Death Metal. Combinando brutalidade e complexidade de forma precisa, o álbum traz riffs intricados, mudanças de tempo habilidosas e uma produção cristalina que destaca cada detalhe da instrumentação. Sob a liderança do visionário guitarrista e vocalista Chuck Schuldiner, “Symbolic” incorpora uma abordagem mais melódica e progressiva ao gênero, sem abrir mão da agressividade característica da banda. De maneira singular, o trabalho da clássica banda brasileira Torture Squad, especialmente a partir do álbum “Hellbound” (2008), vem adicionando camadas crescentes de complexidade ao seu Thrash/Death Metal. Isso resulta em composições ricas e carregadas de personalidade, que os tornam referências únicas no cenário nacional e um dos maiores nomes da música extrema no Brasil.
Se você curte o clássico “Anthems of Rebellion”, dos suecos do Arch Enemy, ouça também a banda brasileira Able to Return…
Embora o Arch Enemy já estivesse em ascensão no final dos anos 90, foi no início dos anos 2000, com a chegada de Angela Gossow aos vocais, que a banda alcançou um salto expressivo de popularidade, tornando-se um dos pilares do Melodic Death Metal e um marco na representatividade feminina no Metal Extremo. Embora as mulheres já estivessem presentes no cenário, foi com o Arch Enemy e sua sonoridade relativamente mais acessível para os padrões do gênero (o que tornou a banda mais popular que outras mais extremas) que a presença feminina nas vertentes mais pesadas do Metal ganhou um impulso decisivo. Uma das bandas diretamente impactadas por essa influência é a paraense Able to Return, liderada pela vocalista Caroline Pilletti, fã confessa de Angela Gossow. A Able to Return também pratica um Death Metal melódico, mas com liberdade para transitar por influências que vão do Heavy Metal ao Groove e ao Metal Moderno, criando músicas ousadas que buscam entregar algo novo e autêntico ao seu público, além de ampliar os horizontes do gênero.
Se você curte o clássico “Darkness Descends”, dos americanos do Dark Angel, ouça também a banda brasileira Sadistic Messiah…
Lançado em 1986, “Darkness Descends” é o segundo álbum da banda americana Dark Angel e um marco fundamental do Thrash Metal clássico. Com uma sonoridade brutal, rápida e técnica, o disco elevou os padrões do gênero, definindo um estilo implacável e profundamente imersivo. As composições densas e complexas combinam velocidade, precisão e uma atmosfera sombria e opressiva. A produção, ainda que relativamente crua, intensifica o clima agressivo e visceral da obra, consolidando o álbum como uma referência obrigatória para os fãs do Thrash Metal mais extremo. No Brasil, uma das muitas bandas influenciadas por essa obra-prima é o Sadistic Messiah, que absorveu a essência clássica do Dark Angel e de pioneiros como o Sepultura dos primórdios e acrescentou uma dose ainda maior de peso, aproximando seu som do Death Metal, sem abrir mão dos elementos tradicionais do Thrash que fazem qualquer fã da velha escola do Metal Extremo se identificar instantaneamente, mantendo viva a chama desse legado e tornando a banda uma das mais consolidadas do gênero no Brasil.
Se você curte o clássico “Tomb of the Mutilated”, dos americanos do Cannibal Corpse, ouça também a banda brasileira Again in Hell…
O Cannibal Corpse é praticamente sinônimo de Metal Extremo, sendo uma das bandas mais lembradas e reconhecidas do Death Metal, mesmo fora dos limites do gênero. Apesar de uma sonoridade nada acessível, sua influência é massiva. Ao longo da carreira, a banda lançou diversos álbuns marcantes, mas poucos alcançaram o impacto de “Tomb of the Mutilated” (1992), que eternizou o hino “Hammer Smashed Face”, até hoje uma referência para bandas que seguem a linha mais crua e brutal do estilo. É o caso da brasileira Again in Hell, que já em seu EP de estreia mostrou a que veio com um trabalho sólido e avassalador. A banda aposta em uma sonoridade implacável e agressiva, com letras em português que abordam, de forma sufocante e direta, temas como raiva, violência, colapso emocional e hipocrisia social.
Se você curte o clássico “Nemesis Divina”, dos noruegueses do Satyricon, ouça também a banda brasileira Vazio…
Lançado em 1996, “Nemesis Divina” é o terceiro álbum do Satyricon e um dos pilares do Black Metal da segunda onda norueguesa. Com esse disco, a banda elevou o patamar de produção, composição e coesão no gênero, unindo a crueza e a atmosfera sombria do Black Metal tradicional a um senso refinado de estrutura, dinâmica e identidade. Uma proposta semelhante pode ser vista no trabalho da banda brasileira Vazio, que preserva a ferocidade e a essência misantrópica do estilo, mas investe em arranjos elaborados, riffs marcantes e uma forte carga épica, conferindo às suas composições uma aura quase cinematográfica, ainda que crua e vil, onde temas como ocultismo, misticismo e caos são explorados com bastante personalidade.
Se você curte o clássico “Draconian Times”, dos britânicos do Paradise Lost, ouça também a banda brasileira Segregatorum…
Em seu álbum mais aclamado, “Draconian Times”, os britânicos do Paradise Lost demonstraram como é possível imprimir emoção profunda em composições densas, pesadas e sombrias, propondo uma obra que transcende rótulos e influenciou gêneros como Doom, Death e Gothic Metal. O disco representa o auge criativo da banda em sua fase mais melódica e acessível, resultando em uma sonoridade ao mesmo tempo melancólica, sombria e cativante. Com uma proposta mais extrema, mas igualmente atmosférica, a banda brasileira Segregatorum herda essa essência emocional e soturna para, à sua maneira, provar que o Metal Extremo também pode ser envolvente, com groove e identidade, dialogando com referências como Carcass e Hypocrisy, e abrindo espaço para uma expressão artística tão brutal quanto carregada de sentimento.
Se você curte o clássico “Blackwater Park”, dos suecos do Opeth, ouça também a banda brasileira Soturn…
Lançado em 2001, “Blackwater Park” é o quinto álbum de estúdio do Opeth e amplamente reconhecido como uma obra-prima do Progressive Death Metal. O disco marca uma virada na sonoridade da banda, incorporando nuances ainda mais sofisticadas do rock progressivo, sem abrir mão da brutalidade e da complexidade que sempre definiram sua identidade. Com faixas extensas e contrastantes, o álbum transita com maestria entre explosões de fúria extrema e passagens melódicas, atmosféricas e introspectivas. Em uma proposta igualmente ousada, os mineiros do Soturn trilham um caminho semelhante, mas com uma identidade própria, incorporando influências da música brasileira, especialmente elementos tribais, que enriquecem suas composições com ritmos e texturas únicos. Em seus dois primeiros EPs, a banda apresenta um trabalho surpreendentemente promissor, com faixas densas e envolventes que, apesar da complexidade, capturam o ouvinte de forma profunda e cativante, reafirmando o poder expressivo do Metal Extremo em sua forma mais artística.
Se você curte o clássico “At the Heart of Winter”, dos noruegueses do Immortal, ouça também a banda brasileira Mystifier…
Lançado em 1999, “At the Heart of Winter” marcou uma nova fase na trajetória dos noruegueses do Immortal, sendo reconhecido como um dos álbuns mais importantes da banda e um clássico incontestável do Black Metal. Neste trabalho, o grupo liderado por Abbath incorporou estruturas mais elaboradas e melodias marcantes à sua sonoridade, flertando com o Thrash Metal e o Heavy Metal tradicional, sem jamais abandonar a essência gélida, agressiva e épica que define o Black Metal norueguês. No Brasil, a veterana Mystifier, formada em 1989 na Bahia, também trilha um caminho marcado pela crueza e pela intensidade, mas com uma profundidade artística que a diferencia dentro do cenário extremo. Em seus trabalhos mais recentes, uma produção mais apurada permite apreciar ainda mais a capacidade técnica e criativa da banda, cuja sonoridade sombria, carregada de atmosfera ritualística e aura maldita, a consolidou como uma das formações mais singulares e respeitadas do Metal nacional.
Se você curte o clássico “Apocalyptic Raids”, dos suíços do Hellhammer, ouça também a banda brasileira Apokalyptic Raids…
Lançado em 1984, “Apocalyptic Raids” é o único EP oficial da banda suíça Hellhammer e um dos registros mais influentes do Metal Extremo em sua fase inicial. Com apenas quatro faixas em sua versão original, o trabalho apresenta uma sonoridade crua, primitiva e arrastada, que mescla elementos de Black, Death e Doom Metal de forma rudimentar, mas profundamente impactante. Embora duramente criticado na época por sua produção precária e execução limitada, “Apocalyptic Raids” se transformou, com o tempo, em uma obra cultuada por sua autenticidade, atmosfera obscura e atitude transgressora. Inspirada não só no nome, mas também na estética e na sonoridade do Hellhammer, a banda brasileira Apokalyptic Raids não esconde suas influências e carrega adiante o legado sombrio dos suíços, assumindo-se como herdeira direta dessa obra seminal do Metal Maldito.
Se você curte o clássico “To Mega Therion”, dos suíços do Celtic Frost, ouça também a banda brasileira Vulcano…
Lançado em 1985, “To Mega Therion” é o primeiro álbum completo dos suíços do Celtic Frost e uma das obras mais visionárias e influentes do Metal Extremo. Combinando elementos de Black, Death, Doom e passagens orquestrais, o disco apresentou ao mundo uma sonoridade densa, soturna e inovadora, muito além dos padrões da época. No Brasil, ainda que com uma abordagem mais crua e recursos limitados, o Vulcano já explorava caminhos similares. Surgido antes mesmo do Celtic Frost, tornou-se um dos pioneiros do Metal Extremo nacional, cultivando até hoje uma trajetória marcada por autenticidade e relevância.
Se você curte o clássico “Among the Living”, dos americanos do Anthrax, ouça também a banda brasileira Violator…
Lançado em 1987, “Among the Living” é o terceiro álbum da banda americana Anthrax e um dos pilares do Thrash Metal da década de 1980. Considerado por muitos o ponto alto da carreira da banda, o disco combina agressividade, velocidade e técnica com um senso único de humor e crítica social, características que diferenciam o Anthrax de seus contemporâneos do “Big Four”. Trazendo essa mesma urgência e espírito rebelde para o contexto latino-americano, o Violator soube adaptar o legado do Thrash à realidade social e política do Brasil, com uma sonoridade explosiva e uma atitude combativa. Ao mesmo tempo, a banda também celebra com maestria algumas das maiores paixões do fã de Thrash Metal: o culto ao gênero em si, a intensidade das rodas de mosh e a energia do underground. Fiel à velha escola, o Violator também encontra referências absolutamente notáveis em bandas que não tiveram o mesmo alcance do Anthrax, mas também de nomes cultuados e igualmente relevantes, como Vio-lence, Municipal Waste, Fueled by Fire e Nuclear Assault.

