Falso Morel lança o single “13 de maio” e avança em sua trilogia conceitual
Faixa dá sequência à narrativa iniciada no EP “Morrer pra renascer” e reforça a identidade artística da banda mineira
A banda mineira Falso Morel inicia 2026 com um novo capítulo de sua trajetória conceitual. O grupo de Belo Horizonte lançou nesta quinta-feira (22) o single “13 de maio”, já disponível em todas as plataformas de streaming e incluído na playlist oficial do Spotify alt BR. A faixa representa a segunda parte da trilogia iniciada com o EP “Morrer pra renascer”, lançado em 2025.
O lançamento chega após uma fase de forte crescimento do grupo. O EP de estreia “Distopia em Pindorama” ultrapassou 90 mil streams e foi ouvido em 138 países. Já o segundo trabalho, “Morrer pra renascer”, superou esses números com folga, tendo apenas a faixa “Estações” ultrapassando a marca de 200 mil execuções nas plataformas digitais.
Uma narrativa em movimento
Conhecida pelo cuidado estético e pela construção de conceitos bem definidos, a Falso Morel aprofunda sua proposta artística em “13 de maio”. Segundo Gabriel Pazini, multi-instrumentista e principal compositor da banda, o novo single ocupa o ponto central da história iniciada no trabalho anterior.
Em “Morrer pra renascer”, o grupo apresentou uma sonoridade que misturava alt rock, shoegaze e elementos lisérgicos, incorporando instrumentos como shakuhachi e piano. A ideia era abrir uma narrativa que permanecia em suspensão, convidando o ouvinte a acompanhar seus desdobramentos.
Já em “13 de maio”, a banda mergulha na fase mais caótica dessa trajetória. A música traduz um momento de conflito, dores e excesso de energia, com uma abordagem mais pulsante e intensa, refletindo o período anterior ao encontro consigo mesmo e à conclusão da história proposta pela trilogia.
Mudança de funções e novas perspectivas
Outro elemento que chama atenção no single é a mudança na formação criativa. Pela primeira vez, Gabriel Pazini deixa o posto de vocalista e guitarrista principal. Em “13 de maio”, quem assume essas funções é Lucas Eufrosino, enquanto Pazini passa ao baixo e aos backing vocals. Vitor Moura segue na bateria.
A letra da música nasceu de uma experiência pessoal de Eufrosino, após um final de semana em São Paulo. O compositor relata que passou mais de 20 horas em um bar localizado na rua 13 de maio, após assistir a um show do Cockney Rejects, vivência que acabou servindo de base para a narrativa da canção.
A faixa retrata a rotina de um jovem boêmio inconsequente, que se recusa a aceitar o fim da noite e segue vagando pela cidade, imerso em álcool, drogas e situações de risco. A letra aborda o desgaste emocional, a perda de noção da realidade e os perigos que acompanham o abuso de substâncias, sem romantização.
Shoegaze, intensidade e caminho aberto para o final
Musicalmente, “13 de maio” evidencia o lado mais shoegaze da Falso Morel. Vocais rasgados, guitarras carregadas de drive, uma linha de baixo marcante e percussão bem trabalhada constroem uma atmosfera densa, direta e carregada de questionamentos. A faixa reforça a identidade sonora da banda e sua disposição em experimentar sem repetir fórmulas.
A Falso Morel já confirmou que a trilogia será concluída ainda em 2026. De acordo com Pazini, o último capítulo seguirá uma nova direção sonora, mantendo a proposta de mistura de estilos e sensações, mas apresentando elementos inéditos ao público.
Com “13 de maio”, a banda reafirma seu espaço na cena alternativa brasileira, apostando em narrativas conceituais, inquietação artística e uma sonoridade que dialoga com o rock alternativo contemporâneo sem perder personalidade.
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Por Karinna Fiorito

