Grinder estreia com “O Ódio Ainda Queima” e transforma fúria em manifesto no metal brasileiro
Projeto paulista de thrash metal lança álbum com 14 faixas em português e apresenta crítica social intensa, identidade autoral e conexão direta com as tensões do presente
O metal brasileiro ganha um novo capítulo com o lançamento de “O Ódio Ainda Queima”, álbum de estreia do Grinder. O projeto paulista surge com força, identidade própria e um discurso direto, visceral e profundamente conectado à realidade contemporânea. Disponível em todas as plataformas digitais, o trabalho reúne 14 faixas cantadas integralmente em português, reforçando a potência do idioma dentro do metal extremo nacional.
Mais do que um debut, o disco se apresenta como um manifesto sonoro. Em meio a um cenário de polarização, conflitos sociais e excesso de informação, o Grinder canaliza fúria, inquietação e crítica em composições que dialogam diretamente com as tensões do nosso tempo.
Origem do projeto e construção autoral
O Grinder nasceu como desdobramento criativo do vocalista Rodrigo ‘Grinder’ Ortiz, conhecido por seu trabalho na Attack Force, banda de Atibaia, interior de São Paulo. Com as atividades do grupo em pausa por tempo indeterminado, a necessidade de continuar criando impulsionou o surgimento de um projeto que preserva a essência do thrash metal, mas amplia suas possibilidades sonoras.
Em “O Ódio Ainda Queima”, o artista assina todas as letras e arranjos, consolidando o caráter profundamente autoral do álbum. A base thrash se mistura a elementos do death metal e a passagens que dialogam com o heavy metal tradicional, construindo uma sonoridade intensa, técnica e coesa, sem abrir mão da agressividade.
Setlist do álbum “O Ódio Ainda Queima”:
- Mórbida Mente
- Porcos no Comando
- Altares Profanos
- Insanidade
- Ratos de Guerra
- Pânico
- Correntes Quebradas
- Muralhas de Vidro
- Zumbi Digital
- Lágrimas de Sangue
- Ruínas do Tempo
- Ecos do Vazio
- Heróis Esquecidos
- Guerra Cibernética
Ouça o álbum completo em todas as plataformas digitais ou acesse:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-
YouTube: https://youtube.com/@
Hear Now: https://grinder.hearnow.com
Produção independente e identidade colaborativa
A produção do álbum foi realizada em Atibaia, no estúdio NoQuarto, sob responsabilidade de Karlinhos Velásquez, que também gravou guitarras, baixo e backing vocals. A bateria ficou a cargo de Edson Ferreira, enquanto a arte da capa foi criada por Eliseu Velásquez, que também participa com backing vocals.
O processo reforça o espírito colaborativo típico da cena independente, especialmente no interior paulista. Essa construção coletiva fortalece a identidade do trabalho e evidencia a força do metal underground produzido fora dos grandes centros da indústria musical.
Temas atuais e crítica social no metal extremo
As composições de “O Ódio Ainda Queima” transitam entre conflitos individuais e tensões sociais. O álbum aborda distorções psicológicas, relações abusivas, luto, desigualdade, violência e polarização ideológica, refletindo inquietações que atravessam a sociedade contemporânea.
O trabalho também discute alienação tecnológica, manipulação da informação e os rumos da humanidade diante de escolhas coletivas cada vez mais complexas. Entre denúncia, introspecção e questionamento existencial, o disco constrói uma narrativa intensa que transforma o thrash metal em ferramenta de reflexão.
Herança do metal brasileiro e espírito contestador
A identidade musical do Grinder dialoga com a tradição do metal extremo nacional, evocando a postura crítica e a agressividade sonora de nomes como Dorsal Atlântica, Korzus, Sepultura e Ratos de Porão.
Sem soar nostálgico ou preso ao passado, o álbum reafirma o metal como linguagem de resistência e crítica social. Com uma obra intensa, consciente e artisticamente consistente, o Grinder se apresenta ao cenário nacional com personalidade definida e um discurso alinhado às inquietações da atualidade.
Acompanhe GRINDER no Instagram: @grinderthrash
Por Johnny Z. – JZ Press

