MP11 anuncia retorno com o lançamento de “Invisível” e prepara novo ciclo de protesto sonoro
A Massacre do Paralelo 11 (MP11) está de volta. Após mais de dois anos de pausa, a banda de Campinas/SP retorna ao cenário independente com o lançamento do single “Invisível”, que chega às principais plataformas digitais ainda nesta semana acompanhado de outra faixa inédita.
Gravada e mixada no Casa39, com produção de Rodrigo Couto, a nova fase do grupo traz também a participação especial de Artie Oliveira em uma das músicas do EP. O material reforça a identidade política e de protesto que sempre marcaram o som da MP11.
“É com muito orgulho que anunciamos essa volta”, afirma a banda, que retorna mirando a mesma combinação de peso, crítica e reflexão que consolidou sua trajetória na cena underground.
Da Baby Boom ao MP11
Formada em 2014, a banda começou sua história com o nome Baby Boom, alcançando destaque na cena independente da região de Campinas. Com o passar dos anos, as mudanças na formação e o amadurecimento musical levaram a uma sonoridade mais pesada e autoral — e à necessidade de um novo nome.
Segundo o guitarrista André Almeida, essa evolução foi natural: “Com os novos integrantes e a evolução dos anos, começamos a ter um estilo mais característico. A nossa música sempre foi autoral, mas agora ganhou uma cara mais impactante, mostrando de forma crua a realidade da sociedade.”
O nome Massacre do Paralelo 11 surgiu de um episódio histórico de violência contra povos indígenas no Brasil, ocorrido na década de 1960. A escolha é carregada de simbolismo, como explica o baterista Elso Filho: “Queríamos um nome que refletisse não apenas a força do som, mas também um repúdio às injustiças históricas. Ao trazer esse acontecimento para o centro da nossa identidade, buscamos expor e questionar o passado sombrio do país.”
Filosofia de luta e resistência
Com influências de metal pesado, crossover, deathcore, thrash, grindcore e punk, a MP11 usa a música como ferramenta de denúncia e reflexão. As letras abordam desigualdade social, opressão, ego, autoavaliação e luta. O baixista Gabriel Ribeiro resume essa essência: “Queremos falar das histórias malignas e perversas do nosso país. Protestamos contra tiranos e apoiamos as minorias, sempre com a intenção de causar impacto e gerar reflexão — como um soco no estômago que faz pensar.”
O vocalista Eduardo Gabriel reforça o posicionamento: “Nossas letras e nossas ações são em respeito aos negros, povos indígenas, comunidade LGBTQIAPN+, desabrigados e periferias. Nossa luta é pelo devido lugar dessas pessoas: o topo, com respeito e dignidade.”
Passos recentes e próximos capítulos
A MP11 consolidou sua nova fase com o EP “Conforme-se” (2023), recheado de críticas sociais, e marcou presença na coletânea “Discografia Caipirópolis”, além de lançar um split com a banda Cäbrä. Agora, com “Invisível” e outro single inédito prestes a estrear, o quarteto dá início a um novo ciclo, reafirmando o compromisso de transformar história e protesto em música.
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