Filzer mergulha nas profundezas da existência em “Memórias do Subsolo”
Explorando os limites entre a canção, a performance e as artes visuais, o artista multimídia Filzer apresenta seu álbum “Memórias do Subsolo” — uma obra autoral e experimental que traça um percurso sensível e provocador por temas como identidade, existência e cotidiano. Composto por oito faixas, o disco convida o ouvinte a uma imersão intensa em um universo onde música, palavra e imagem se cruzam com liberdade criativa e profunda inquietação artística.
Lançado inicialmente no Sesc São José dos Campos, o álbum se destaca pela combinação de letras críticas, camadas sonoras complexas e um forte impulso de reinvenção estética. Em “Memórias do Subsolo”, Filzer não apenas canta: ele constrói um território emocional onde o som encontra o gesto, a poesia e a imagem se entrelaçam, e o ouvinte é constantemente desafiado a repensar suas próprias percepções sobre o mundo e sobre si.
Esse mesmo espírito transgressor se manifesta no show homônimo, pensado como uma extensão visual e sensorial do álbum. No palco, Filzer é acompanhado por um power trio formado por Marcos Manfredini (guitarra), Vinícius Oliveira (contrabaixo) e Kleber Amorim (bateria). Figurinos pintados à mão e telas espalhadas pelo palco reforçam o caráter multimídia do espetáculo, que ultrapassa o formato tradicional de show para propor uma experiência expandida. É música performática, teatro imagético, arte viva em constante mutação.
“Memórias do Subsolo” também marca o início de uma nova fase artística: desde 2024, o músico passou a assinar seus trabalhos apenas como Filzer, consolidando uma trajetória que, há anos, pulsa nas veias do cenário independente.
Sua história é longa e enraizada no underground. Ex-vocalista das bandas Theratus, The Snobs e Cérebro Enlatado, Filzer já dividiu palco com nomes como Vivendo do Ócio, Wander Wildner e Tatá Aeroplano. Compositor premiado em festivais de música autoral e marchinhas carnavalescas, também atua como cineasta — destaque para o curta “Sussurros do Mar”, exibido em festivais internacionais e premiado em Cannes. Além disso, é figura ativa na cena cultural de Paraibuna, promovendo festivais como Monster’s of Roça e o Oktober Roça, além de blocos performáticos como Raul na Rua e a emblemática Procissão do Corpo Seco.
Com “Memórias do Subsolo”, Filzer confirma seu lugar como um dos nomes mais inquietos e inventivos da arte contemporânea brasileira. Um artista que se recusa a habitar superfícies — e que convida o público a mergulhar fundo com ele.
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