Curte esse clássico? Então você precisa ouvir essa banda brasileira [Power/Prog/Symphonic Metal]
Aproveitando uma trend que ganhou força nas redes sociais, onde artistas independentes são recomendados com base em semelhanças sonoras ou temáticas com bandas mainstream, esta sessão surgiu no site da OverRocks com o objetivo é destacar bandas brasileiras que podem agradar quem procura por trabalhos similares aos seus álbuns favoritos de Rock e Heavy Metal.
Na seleção de hoje, reunimos 20 bandas nacionais de Power, Prog e Symphonic Metal para quem quer curte os clássicos do gênero.
O Power Metal surgiu no início dos anos 1980, combinando a velocidade do Speed Metal com melodias épicas e temáticas fantásticas. Pioneiros como Helloween, com a série “Keeper of the Seven Keys”, ajudaram a consolidar o gênero na Europa. Ao longo dos anos, o estilo se expandiu globalmente, ganhando variações sinfônicas, progressivas e até regionais.
Então: Se você curte esse clássico, você precisa ouvir essa banda brasileira! Confira uma música de cada uma das 40 bandas citadas na nossa playlist:
Se você curte o disco “Keeper of the Seven Keys – Part II”, da banda alemã Helloween, ouça também a banda brasileira Age of Artemis.
Os dois primeiros discos da saga “Keeper of the Seven Keys” foram verdadeiros divisores de águas para o Power Metal mundial, impulsionando o gênero a um novo patamar de popularidade nas décadas de 80 e 90. Com as duas partes dessa obra, o Helloween ampliou os horizontes melódicos da música pesada e também estabeleceu os pilares estéticos e temáticos que definiriam o estilo dali em diante, seja pela abordagem épica e fantasiosa, seja pela entrega de mensagens inspiradoras, que dialogam diretamente com os sentimentos e anseios dos ouvintes. A partir disso, o Power Metal se consolidou como um fenômeno do gênero, sendo absorvido e ressignificado por diferentes culturas ao redor do mundo. O Brasil, em especial, desempenhou um papel fundamental nesse processo, tornando-se um dos maiores polos criativos do estilo.
Fundada em 2008, a Age of Artemis é um dos melhores exemplos dessa assimilação bem-sucedida. A banda soube absorver com maestria os elementos clássicos do Power Metal, como o virtuosismo técnico, a melodia intensa e os vocais e arranjos grandiosos, ao mesmo tempo em que construiu uma identidade própria, profundamente enraizada na musicalidade e na expressividade brasileira. Embora essas características ainda estivessem em estágio embrionário no primeiro álbum, a banda evoluiu rapidamente e consolidou uma sonoridade marcante, que lhe rendeu reconhecimento dentro e fora do país. Prova disso é sua participação no Rock in Rio, um feito alcançado por poucas bandas nacionais do gênero.
Se você curte o disco “Ritual”, do Shaman, ouça também a banda brasileira Ready to be Hated.
Pode até soar óbvio recorrer à obra de Luis Mariutti como auto-referência, mas é impossível ignorar o quanto o Ready to be Hated se apresenta como um sucessor moderno e natural do legado construído no Shaman e anteriormente no Angra. Essa associação não é apenas natural, ela é inevitável. Em uma banda que é, por si só, uma verdadeira constelação do Metal Nacional, a presença de Mariutti reforça o quanto sua carreira é marcada por reinvenções ousadas e consistentes. Seja no Angra, no Shaman, no Sinistra ou agora neste novo capítulo, o baixista prova mais uma vez sua capacidade de surpreender, sempre criando novos projetos relevantes e inovadores. Com Ready to be Hated, ele e seus parceiros – Thiago Bianchi, Fernando Quesada e Rodrigo Oliveira – pegam a essência do Power Metal e a projetam para o futuro, fundindo-a com o peso e a agressividade do Metal contemporâneo, sempre sem perder a conexão com a musicalidade brasileira, uma das marcas registradas da trajetória de Luis. O resultado é um trabalho que honra o passado, dialoga com o presente e abre novos caminhos para o futuro do Power Metal no Brasil.
Se você curte o disco “Somewhere Out In Space”, dos alemães do Gamma Ray, ouça também a banda brasileira Stratosphere Project.
Enquanto muitas vertentes do Metal se viram engolidas pelo avanço do grunge nos anos 90, o Power Metal não somente resistiu, como se reinventou, amadureceu e entregou alguns de seus maiores clássicos. Entre eles, “Somewhere Out in Space”, do Gamma Ray, ocupa um lugar de destaque incontestável. Naquele momento em que o Helloween enfrentava turbulências criativas, Kai Hansen, livre das amarras de sua antiga banda, enfileirou verdadeiras obras primas do gênero, influenciando toda uma geração de bandas vindouras, entre elas o Stratosphere Project, banda liderada por Flavio Brandão, que em seu álbum mais recente, “Dimensional Convergence”, absorve a sonoridade do quinto disco do Gamma Ray e também compartilha de sua proposta conceitual. O resultado é um trabalho que mescla nostalgia e inovação, enriquecida por uma diversidade de músicos do cenário nacional. Essa multiplicidade de influências transforma o Stratosphere Project em um verdadeiro mosaico sonoro, onde tradição e contemporaneidade se encontram com equilíbrio e personalidade.
Se você curte o disco “The Metal Opera, Pt. I”, dos alemães do Avantasia, ouça também a banda brasileira Soulspell.
Além de adotar uma estrutura de composições que remete diretamente aos dois primeiros álbuns do Avantasia, o Soulspell também soube conduzir de maneira magistral a colaboração com diversos músicos do Brasil e do mundo. Além de reunir vozes marcantes, o projeto incorporou a pluralidade de influências e personalidades de cada convidado, resultando em uma obra rica, diversa e profundamente conectada à sua identidade multicultural. Frequentemente referenciado como o “Avantasia brasileiro”, o Soulspell vai muito além dessa comparação e transforma essa influência em algo genuinamente próprio. A banda soube moldar sua própria “metal opera”, entrelaçando elementos da musicalidade brasileira à grandiosidade do Power Metal sinfônico. Assim, a referência ao projeto alemão torna-se mais estética e estrutural do que prática, onde o Soulspell constrói seu próprio universo narrativo e sonoro, carregado de emoção e autenticidade.
Se você curte o disco “The Scarecrow”, dos alemães do Avantasia, ouça também a banda brasileira Auro Control.
Após conquistar o mundo com dois álbuns que se tornaram clássicos instantâneos do Power Metal, o Avantasia mostrou que não estava disposto a se limitar a uma fórmula previsível. Com “The Scarecrow”, seu terceiro trabalho de estúdio, Tobias Sammet levou o projeto a um novo patamar criativo, fundindo o peso e a velocidade típicos do gênero com elementos do Hard Rock, do Metal Sinfônico e de uma abordagem mais dramática e emocional. O resultado foi um disco grandioso e atmosférico, considerado por muitos fãs como o ponto alto da discografia da banda e um verdadeiro divisor de águas, não só para o Avantasia, mas para o próprio Power Metal, que ali começava a se abrir para novas possibilidades estéticas e sonoras. Quase duas décadas depois, esse legado reverbera em bandas como a Auro Control, que em seu álbum de estreia, “The Harp”, demonstra como o Power Metal amadureceu ao longo dos anos. Apostando em uma sonoridade rica e moderna, o grupo brasileiro incorpora elementos do Power, do Prog, do Folk, do Heavy Metal tradicional e do Metal contemporâneo, sem abrir mão de sua identidade. Assim como “The Scarecrow”, “The Harp” é uma obra carregada de emoção, ambição e dramaticidade, encantando pela diversidade e profundidade, reafirmando que o Power Metal está longe de ser um estilo engessado e que continua sendo um dos gêneros mais versáteis, duradouros e criativos dentro do universo do Metal. Ah! E a lista de convidados de ambos os discos também é um show à parte!
Se você curte o disco “The Black Halo”, dos americanos do Kamelot, ouça também a banda brasileira Ego Absence.
O Kamelot é uma das provas mais contundentes de que o Power Metal soube se reinventar para resistir à prova do tempo. Em vez de se apegar a fórmulas já saturadas, a banda abraçou a evolução natural do gênero, incorporando elementos do Metal moderno, do sinfônico e do progressivo, criando uma sonoridade sofisticada, atual e artisticamente coerente com sua trajetória. Lançado em 2005, “The Black Halo” permanece atemporal e sua ousadia estética e narrativa serviu de inspiração para uma nova geração de bandas, como a Ego Absence, uma banda brasileira que resgata a essência do Power Metal clássico ao mesmo tempo em que olha para o futuro. Em seu trabalho mais recente, o grupo apresenta uma fusão envolvente entre tradição e inovação, entregando uma obra comovente, tecnicamente refinada e esteticamente arrebatadora — uma verdadeira homenagem à capacidade do Metal de se transformar sem perder a alma.
Se você curte o disco “Imaginations From The Other Side”, dos alemães do Blind Guardian, ouça também a banda brasileira Trend Kill Ghosts.
Duas características centrais ajudam a explicar por que o Blind Guardian possui uma sonoridade tão singular em toda sua discografia: identidade e alma. Poucas bandas alcançaram tamanha originalidade a ponto de criarem uma linguagem própria dentro do Metal, e no caso do Blind Guardian, é possível dizer que sua obra constitui quase um gênero à parte. Combinando agressividade e sofisticação, grandiosidade épica e intensidade emocional, a banda alemã estabeleceu um legado que transcende fórmulas ou convenções. Essa mesma capacidade de fundir peso e lirismo, técnica e emoção, é algo que os brasileiros da Trend Kill Ghosts souberam absorver com inteligência e personalidade. Em seu próprio universo criativo, a banda transforma essas influências em composições poderosas, velozes e comoventes, demonstrando maturidade artística e domínio estético. Não à toa, a Trend Kill Ghosts vem se consolidando como uma das grandes promessas do Power Metal nacional, o que já os levou aos palcos ao lado de gigantes do gênero como Angra, Symphony X, Sonata Arctica, Hammerfall, Accept, U.D.O., Ensiferum, Elvenking, W.A.S.P. e até mesmo o próprio Blind Guardian. Um feito que, assim como sua música, fala por si só.
Se você curte o disco “Symphony of Enchanted Lands”, dos italianos do Rhapsody, ouça também a banda brasileira Firewing.
Mesmo com o Power Metal já consolidado no fim dos anos 90, o Rhapsody conseguiu contribuir com a renovação do gênero ao unir metal, música clássica e trilhas sonoras épicas, ajudando a criar o que viria a ficar conhecido como Symphonic Power Metal. Com “Symphony of Enchanted Lands”, de 1998, a banda criou um trabalho cinematográfico e grandioso, repleto de coros, orquestrações e guitarras neoclássicas, se destacando pela profundidade das composições e pela força narrativa de suas letras. Seguindo essa mesma proposta, o FireWing surgiu em 2021 apostando em uma sonoridade ainda mais elaborada, incorporando elementos do Prog Metal e arranjos complexos que ampliam a proposta épica do gênero. Com um conceito baseado nas mitologias da Armênia e da Grécia, a banda brasileira mantém viva a essência do Rhapsody – tendo um resultado ainda mais satisfatório que o atual Rhapsody of Fire – mas com uma identidade própria e contemporânea, unindo com maestria o peso e a técnica à sua narrativa.
Se você curte o disco “The Time of the Oath”, dos alemães do Helloween, ouça também a banda brasileira Vakan.
Quando Michael Kiske deixou o Helloween, a banda mais uma vez teve que se reinventar e novamente foi absolutamente bem sucedida. Mesmo que tenha mantido boa parte das características melódicas e temáticas de suas músicas, o quinteto alemão adentrou a segunda metade dos anos 90 adotando uma sonoridade muito mais pesada e densa, carregando muitos dos elementos do Heavy Metal tradicional e uma energia ainda mais visceral em suas composições, algo similar ao que busca apresentar a banda brasileira Vakan, que une o poder do Heavy Metal com a grandiosidade do Power Metal, resultando em composições encorpadas e pesadas, mas proporcionalmente dramáticas, contemporâneas, envolventes e expressivas, carregadas de propósito e profundidade.
Se você curte o disco “Holy Land”, do Angra, ouça também a banda tocantinense Vocifer.
O Angra não apenas participou da popularização do Power Metal no Brasil, sendo uma das bandas pioneiras do gênero no país, como também incorporou a identidade brasileira à sua música e a levou para o mundo inteiro sob uma nova perspectiva. Sua sonoridade sofisticada, orgânica, erudita, ricamente rítmica e autêntica segue inspirando bandas até hoje, mais de 30 anos após a fundação da banda. Entre os nomes que melhor compreenderam e expandiram esse legado está a banda tocantinense, Vocifer. A banda soube absorver com maestria e sensibilidade às influências do icônico “Holy Land”, e apresentar novos contornos a essa proposta, aprofundando a relação entre o Heavy Metal e a cultura brasileira. Com composições mais densas e pesadas, mas ainda assim ricas em regionalismos e nuances identitárias, a Vocifer não soa como uma mera sucessora estética, mas como uma continuidade natural do impacto cultural que o Angra provocou em sua época, trazendo essa herança para o presente com autoridade e muita autenticidade.
Se você curte o disco “The Odyssey”, dos americanos do Symphony X, ouça também a banda brasileira Maestrick.
Adotando um viés mais progressivo do Power Metal, o Symphony X elevou o gênero a novos patamares com “The Odyssey”, um épico moderno que funde a sofisticação neoclássica à densidade dramática de suas composições. Com estruturas intrincadas, atmosferas épicas e um domínio técnico impressionante, o álbum convida o ouvinte a uma imersão completa em suas múltiplas camadas e nuances. Sem medo de ser proporcionalmente audaciosa, a banda brasileira Maestrick se destaca por sua musicalidade rica, cinematográfica e profundamente expressiva, qualidades que a tornaram uma das formações mais respeitadas do gênero além das fronteiras nacionais.
Se você curte o disco “Something Wicked This Way Comes”, dos americanos do Iced Earth, ouça também a banda brasileira Seventh Sign From Heaven.
Poucas bandas conseguiram combinar com tanta precisão a grandiosidade melódica do Power Metal, a intensidade dramática do Heavy e a agressividade do Thrash quanto o Iced Earth, que criou uma identidade absolutamente inconfundível dentro do gênero, tornando-se uma daquelas bandas que você reconhece na primeira nota de cada música. Inspirada por esse espírito, a banda piauiense Seventh Sign From Heaven soube, a sua maneira, repetir o feito dos americanos, unindo peso, melodia e feeling, criando composições robustas e envolventes que exalam energia e honestidade, e que, apesar de bastante diretas, são carregadas de profundidade e propósito, honrando suas influências sem se prender a elas.
Se você curte o disco “Visions”, dos finlandeses do Stratovarius, ouça também a banda brasileira Storia.
Em 1997, quando o Power Metal parecia cada vez mais se distanciar de sua proposta original, moldada especialmente nos primeiros álbuns do Helloween, os finlandeses do Stratovarius surpreenderam o mundo com o clássico “Visions”, sucessor do igualmente icônico, “Episode”, resgatando a sonoridade clássica do gênero e alcançando um equilíbrio perfeito entre técnica, melodia e emoção. Inspirada por essa proposta, mas incorporando uma veia mais progressiva e sofisticada, a banda brasileira Storia mostrou em seu EP de estreia que é possível renovar o estilo sem romper com suas raízes. Suas composições são refinadas e envolventes, repletas de complexidade técnica e uma dramaticidade cinematográfica, soando como uma verdadeira sinfonia que reverencia o passado, encara o presente e projeta o futuro do gênero com autenticidade e personalidade.
Se você curte o disco “Images and Words”, dos americanos do Dream Theater, ouça também a banda brasileira Aeon Fracture.
No início dos anos 90, quando o Dream Theater consolidou a sua sonoridade e perpetuou sua identidade com o aclamado “Images and Words”, talvez a banda ainda não imaginasse que aquele disco marcaria o início de uma nova era no Metal Progressivo, servindo como referência para diversas bandas que buscam aliar sofisticação técnica à liberdade criativa. No Brasil, um dos nomes que bebeu diretamente desta fonte é o Aeon Fracture. Em seus dois álbuns lançados até o momento, a banda apresenta uma sonoridade exuberante e intrincada, conduzida por arranjos multifacetados que priorizam a construção de atmosferas envolventes e narrativas ricas em significado. Suas composições não se rendem à pressa ou ao imediatismo: são peças cuidadosamente esculpidas, que se revelam em camadas, ora etéreas, ora explosivas, mas sempre carregadas de propósito e profundidade.
Se você curte o disco “Edge of Thorns”, dos americanos do Savatage, ouça também a banda brasileira BlüdRaven.
Sofisticação e dramaticidade são palavras que definem com precisão a essência musical tanto da lendária banda americana Savatage quanto da promissora revelação brasileira do Heavy Metal, BlüdRaven. Lançado em 1993, “Edge of Thorns” marca uma das fases mais sensíveis e ao mesmo tempo poderosas do Savatage, combinando riffs memoráveis, arranjos elegantes e climas carregados de melancolia e teatralidade, características que também podem facilmente se aplicar às músicas da BlüdRaven. A banda brasileira demonstra maturidade ao criar músicas envolventes e cinematográficas, com uma produção cristalina que realça a beleza, a densidade atmosférica e os elementos orquestrais de suas faixas.
Se você curte o disco “Winterheart’s Guild”, dos finlandeses do Sonata Arctica, ouça também a banda brasileira Gloria Perpetua.
Melódico, cativante e intensamente emocional são adjetivos que definem com precisão o Power Metal que tanto os finlandeses do Sonata Arctica, quanto os brasileiros da Gloria Perpetua, souberam lapidar com maestria. Ambas as bandas apostam em composições exuberantes e carregadas de dramaticidade, que equilibram com elegância a energia do gênero com atmosferas densas e poéticas, criando canções que transcendem a técnica para atingir diretamente o emocional do ouvinte. Em seu álbum de estreia, a Gloria Perpetua entrega um trabalho refinado, envolvente e surpreendentemente maduro. A banda revela um senso melódico apurado e sensível, sem abrir mão da intensidade e do impacto, resultando em músicas que fluem naturalmente com uma grandiosidade cinematográfica, alternando entre momentos épicos e passagens introspectivas, mostrando que é possível dialogar com as raízes do gênero e, ao mesmo tempo, construir uma identidade própria.
Se você curte o disco “Soundchaser”, dos alemães do Rage, ouça também a banda brasileira Hibria.
Embora o Hibria tenha surgido para o mundo na segunda metade dos anos 1990 com uma proposta mais centrada nas melodias e na velocidade característica do Power Metal tradicional, o tempo se encarregou de moldar sua identidade sonora em algo ainda mais ousado e contundente, culminando em “Me7amorphosis”, seu álbum mais recente e mais poderoso, que apresenta a agressividade do Heavy Metal, aliadas às melodias cativantes do Power Metal e o peso do Metal contemporâneo. Essa evolução remete à mesma capacidade que o Rage demonstrou ao longo de sua vasta discografia, especialmente na fase do “Soundchaser”. Mesmo que tenha sofrido com muitas mudanças de formação, o Hibria soube preservar sua identidade e tornar suas composições cada vez melhores com o passar do tempo, firmando-se como uma das bandas mais importantes do gênero no Brasil, algo que infelizmente é muitas vezes mais reconhecido fora do que dentro do país.
Se você curte o disco “Black Sun”, dos alemães do Primal Fear, ouça também a banda brasileira Tchandala.
Fundadas na mesma época, em meados de 1996, tanto os alemães do Primal Fear quanto a banda brasileira Tchandala beberam de fontes similares dentro do Metal, mas desenvolveram sonoridades que, apesar de distintas em suas raízes, convergem em aspectos poderosos. Enquanto o Primal Fear exibe o típico Power Metal germânico, pesado, afiado e implacável, a Tchandala incorpora com vigor suas origens brasileiras, trazendo uma musicalidade visceral e crua que remete a um peso autêntico e uma energia quase primitiva. Ambas as bandas compartilham uma robustez sonora e uma força explosiva que podem ser definidas como verdadeiros ataques sônicos, uma muralha sonora imponente e inabalável que envolve o ouvinte com uma pegada agressiva e feroz, digna das mais contundentes expressões do Metal mundial.
Se você curte o disco “The Phantom Agony”, dos holandeses do Epica, ouça também a banda brasileira Innocence Lost.
Definir tanto os holandeses do Epica, quanto a banda brasileira Innocence Lost dentro de um único rótulo do Metal seria limitar a grandiosidade de suas propostas artísticas. Ambas as bandas apresentam características contundentes de Symphonic, Prog, Power Metal e até mesmo nuances de Metal Extremo. O que especialmente une essas duas bandas, além da maturidade, da excelência técnica e da diversidade estética, é sua carga dramática e sua capacidade de absorver totalmente a atenção do ouvinte para suas composições envolventes e narrativas cinematográficas.
Se você curte o disco “Once”, dos finlandeses do Nightwish, ouça também a banda brasileira Santa Cora.
Embora a Santa Cora possua características que também os assemelham ao trabalho dos holandeses do Epica, é no público do Nightwish que provavelmente a banda encontrará maior conexão emocional e afetiva. Suas composições carregam uma carga dramática intensa, envoltas por uma aura cinematográfica que remete à mesma grandiosidade e à mesma capacidade de absorver o ouvinte dos finlandeses. Se os vocais femininos potentes e líricos, aliados à riqueza sinfônica, tornam a comparação mais evidente, o que realmente aproxima Santa Cora e Nightwish é a maneira como ambas transformam suas canções em experiências sensoriais completas: densas, emocionais, versáteis e absolutamente imersivas.

